Trilha do Caminho do Rei

O Caminho do Rei cruza, praticamente, de uma ponta a outra, o extenso Morro da Cachoeira, onde antigas áreas de roças e pastos emolduram, no presente, uma via panorâmica que revela belezas ímpares da Ilha de Santa Catarina. Resultado da união de partes de diferentes caminhos que ligavam o arraial da Cachoeira do Bom Jesus ao dos Ingleses e também a pesqueiros e lavouras na praia Brava o Caminho do Rei apresenta, hoje, inúmeras facetas, bem como deslumbrantes vistas de terra e mar ao longo dos seus mais de 6 quilômetros de extensão e histórias.

Num passado não tão distante, o atual Morro da Cachoeira era acompanhado pelos morros do Maurício, ao sul, e dos Canudos ao norte.

Ainda que desaparecidos dos mapas atuais, o Caminho do Rei segue por trechos de antigas veredas pela cumeada deles onde diferentes quadros de sucessão vegetal se apresentam atualmente: da capoeirinha ao capoeirão. Infelizmente, além de belas bromélias nativas de folhas longas, no caminho acham-se espécies exóticas invasoras como o pinheiro americano (Pinus spp.) e o jamboleiro (Syzygium cumini (L)), este último nativo da Índia.

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Características

Conhecido por outros nomes em função dos seus vários ramais secundários, o Caminho do Rei conta até com um “irmão”, ao menos de nome, na região próxima da igreja de São Francisco de Paula de Canasvieiras. Em 1877, a Lei Provincial no 838 chegou a elevar tal freguesia como sede de um novo município. Felizmente, a lei não vingou e grande parte do norte da Ilha, avistado a partir dos mirantes naturais ao longo do multifacetado Caminho do Rei, continua pertencendo à atual Florianópolis, inclusive a região em torno da enseada de Canasvieiras, tradicional reduto argentino durante o verão.

Trechos largos bem como estreitos convivem no leito do extenso Caminho do Rei. Em locais sem cobertura vegetal alta o mato, por vezes, viceja requerendo maior atenção. De ambos os lados do Morro da Cachoeira surgem belas tentações ao olhar. E Sem pressa se reconhece toda a sua majestade, ainda que rei algum tenha passado por lá. Os cafezais da Cachoeira do Bom Jesus se foram, chegaram os prédios na Praia Brava. O tempo não para, embora o Caminho do Rei convide a várias paradas para se contemplar a mata, a terra e o mar todos juntos e separados no que é Floripa hoje.

Especificações Técnicas

Início: Rua Leonel Pereira próximo do no 4113.
Final: Av. Epitácio Bittencourt, próximo do no 470.
Trajeto: Sul do Morro da Cachoeira (altitude: ±59 m) até o extremo norte do mesmo morro (altitude: ±49 m) pelo Caminho do Rei.
Distância total aproximada: 6,3 quilômetros.
Duração estimada: 3 h 43 m.
Desnível total de subida: ±316 m e descida: ±326 m.
Condições específicas: trecho com declividade acentuada, passagem, eventualmente, por trechos com mato alto e sem acesso à água potável.

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Caminho da Costa da Lagoa

Percorre a orla oeste da Lagoa da Conceição até a comunidade tradicional da Costa da Lagoa. É um caminho secular que passa por sítios históricos, tais como ruínas, engenhos, sobrados e casarões, além de belíssimas paisagens. Destaque para gastronomia local. Dica Floripa Hike: Aproveite a parada na cachoeira, almoce em alguns dos restaurantes locais e volte de barquinho aproveitando um passeio completo.

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Caminho dos Pescadores (Trilha do Gravatá)

O Caminho dos Pescadores liga o Retiro da Lagoa à pequenina, mas também belíssima, Praia do Gravatá. Seu trajeto, embora curto, revela-se rico de belezas naturais. Ramais secundários do caminho ainda conduzem a outros mirantes naturais encantadores como o da “Pedra do Urubu” com 141 m de altitude, cuja vista da Lagoa da Conceição e praias Mole e Galheta divide os olhares com a prática de rapel no local.
Condições específicas: Grande parte do trajeto com exposição direta ao sol e risco de queda no vazio.

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Trilha da Boa Vista

Localizada no interior do Monumento Natural Municipal da Galheta, a trilha liga a comunidade a da Barra da Lagoa à praia da Galheta. Tradicionalmente utilizada por pescadores, tem como destaques seus mirantes naturais que permitem contemplar toda a costa leste da ilha. Dica Floripa Hike: Levar bastante água e se proteger do sol, pois a trilha é bastante aberta. Passando a praia da Galheta para a praia Mole, a dica é pedir um Açaí para se refrescar tomando um banho nas águas geladas de mar aberto.

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Caminho dos Naufragados

Num dos cenários mais deslumbrantes da Ilha de Santa Catarina um pacote histórico completo sobre Florianópolis. Decididamente não faltam atrativos ao extremo sul da Ilha, sendo o Caminho dos Naufragados o principal meio de acesso a ele. De oficinas líticas, de antes da chegada dos navegadores europeus, a ruínas de engenhos, em funcionamento até o século passado, a Praia dos Naufragados ainda é uma joia natural ladeada por 03 Unidades de Conservação (UCs): o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (PEST) e as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Entorno Costeiro e da Baleia Franca.

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Trilha do Saquinho

A Trilha do Saquinho une a antiga comunidade do Rio das Pacas, famosa por sua cachoeira, a um dos lugarejos mais lindos e isolados de Florianópolis: a Praia do Saquinho. Calçada pelos próprios moradores, no término do século passado, a trilha segue atualmente, em grande parte, pelo Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri. Seu trajeto, embora curto, pela encosta do morro acima da Ponta das Pacas, permite a companhia de uma encantadora vista panorâmica até a Pedra da Vigia, onde surge aos olhos a fascinante Praia do Saquinho, encravada no pequenino Saco do Caldeirão.

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Trilha do Morro do Lampião

O Caminho do Morro do Lampião é hoje o principal meio de acesso à Pedra do Urubu, um dos mirantes naturais mais populares de Florianópolis. Sua vista panorâmica abarca uma grande extensão do leste da Ilha de Santa Catarina com a linda Ilha do Campeche ao fundo. Embora curto em extensão não faltam atrativos ao caminho na forma de mirantes naturais em várias direções, o que torna a caminhada um verdadeiro deleite visual.

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